Paratleta mais idosa do tênis de mesa tenta concretizar seu grande sonho: Tóquio-2020

26/12/2018 14:13

Maria Luiza Passos, de 67 anos, está classificada para Lima-2019 e vai brigar por vaga nos Jogos Paralímpicos de Tóquio

Crédito da Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX.

 

São Paulo (SP), 26 de dezembro de 2018.

NELSON AYRES

Ela é a atleta mais idosa da equipe paralímpica do tênis de mesa e deve ser a veterana da delegação brasileira no Parapan de Lima. Maria Luiza Passos fará 68 anos em junho e está pronta para a disputa de mais uma competição reunindo os melhores das Américas. Mas, desta vez, o sonho é bem maior.

Maria Luiza se classificou no último dia 10 para a disputa do Parapan, ao vencer a Seletiva em São Paulo. Ela confessa que não estava tão animada para briga por uma vaga em Lima, pois passou boa parte do ano se recuperando de problemas médicos. Mas conquistou a vaga na classe 5, com certa tranquilidade.

E então, acendeu a luz de um sonho antigo. Se conquistar o ouro em Lima, ela garante vaga nas Paralimpíadas de Tóquio. Mais do que apenas conhecer o país do Oriente, ela tem o desejo de realizar algo que seus parentes já haviam conseguido.

“Eu tenho descendência japonesa. Todos os meus irmãos já foram ao Japão, conheceram suas raízes. E eu jamais consegui. Até que apareceu essa oportunidade. Agora, que tenho essa chance, vou treinar bastante, para conquistar essa vaga e concretizar meu sonho”, avisa a paratleta, com lágrimas nos olhos.

Não é a primeira experiência internacional de Maria Luiza. Ela já disputou algumas edições de Jogos Paralímpicos e Parapans. Em Lima, será a sexta vez que estará brigando por medalhas entre as melhores das Américas. A paranaense foi prata em Toronto, em 2015. Portanto, a vaga em Tóquio não parece ser um sonho tão improvável.

Do alto de sua experiência de vida, Maria Luiza viveu inúmeras emoções. Largou o esporte por causa do casamento, que acabou. Voltou para o tênis de mesa e começou uma caminhada vitoriosa como paratleta. Atualmente, é uma das principais mesa-tenistas do país.

Gratificada com o carinho que recebe de todos, a paratleta rejeita o rótulo de exemplo. Apesar de saber que não é fácil conviver com o preconceito ainda existente por ser mulher, cadeirante e idosa.

“Um guri que está ali brigando por uma vaga no Parapan também é um exemplo para mim”, exemplifica, de forma bem natural.

 

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